Vereadora desabafa “Confiar em palavra não adianta mais”.

10/04/2018

A vereadora de Sarandi, Eliana Trautwein Santiago, ficou extremamente revoltada com o arquivamento da Comissão Parlamentar de Inquérito, o qual tinha a finalidade de investigar as irregularidades ocorridas na secretaria Municipal de Educação.

A frase "Confiar em palavra não adianta mais", foi disparada no andamento da sessão onde o Presidente da Câmara fez o arquivamento da CPI em virtude de um parecer do corpo jurídico da Câmara de vereadores. Eliana contestou o fato de que o próprio corpo jurídico, de maneira verbal, foi quem auxiliou na formulação do requerimento.

A comissão foi aprovada pela Câmara de vereadores na sessão do dia 26 de março deste ano, onde aguardava os próximos passos que seriam o sorteio dos membros para compor e o início dos trabalhos investigativos.

Acompanhe o que disse Eliana em sua rede social;

"Tem horas em que a vontade de jogar tudo pro alto é o sentimento que sobressai.

Saber que entre QUERER e PODER há uma distância muito grande é entristecedor.

Fui muito clara em minha fala ao impor uma CPI por esta Casa de leis, deixei claro que não votei SIM no pedido de CP da educação em virtude da própria formulação do pedido que se mostrou inconsistente, mas que de antemão fiz questão de solicitar a CPI que tem o mesmo teor de investigação.

Não posso falar pelos demais, mas pra mim uma CPI é tão importante quanto um pedido de CP se o foco for a investigação de irregularidades.

Essa investigação é ainda mais delicada que todas que passaram por esta Casa em virtude de termos funcionários de carreira afastados em que os procedentes nos levam a crer ser inocentes e merecem ter de volta sua rotina de trabalho e sua dignidade, que não foi exposta mas foi ferida. É uma ferida que custará a sarar, mas que pode ser amenizada a partir do momento em que estiver tudo concluído e os verdadeiros culpados forem responsabilizados, em virtude disso é necessário a agilidade.

Fiz questão de ressaltar a importância de cobrar do jurídico desta casa um posicionamento mais claro, pois fizemos tudo de acordo com as instruções que nos foi passada pelo corpo jurídico e duas semanas depois tivemos a mesma CPI arquivada em razão do próprio corpo jurídico detectar irregularidade no processo montado.

Se houve erros saibam que NÃO FOI POR FALTA DE PEDIR INFORMAÇÕES. Todos os requisitos que foram solicitados naquele momento pelo departamento Jurídico da Câmara nós cumprimos. É lastimável o que está acontecendo, "Confiar em palavra não adianta mais"."

A vereadora informou ainda que buscará as medidas legais para protocolar novamente o pedido de comissão parlamentar de inquérito pois tal medida não pode ser deixada de lado pela Câmara.

Tem horas em que a vontade de jogar tudo pro alto é o sentimento que sobressai. Saber que entre QUERER e PODER há uma distância muito grande é entristecedor. Fui muito clara em minha fala ao impor uma CPI por esta Casa de leis, deixei claro que não votei SIM no pedido de CP da educação em virtude da própria formulação do pedido que se mostrou inconsistente, mas que de antemão fiz questão de solicitar a CPI que tem o mesmo teor de investigação. Não posso falar pelos demais, mas pra mim uma CPI é tão importante quanto um pedido de CP se o foco for a investigação de irregularidades. Essa investigação é ainda mais delicada que todas que passaram por esta Casa em virtude de termos funcionários de carreira afastados em que os procedentes nos levam a crer ser inocentes e merecem ter de volta sua rotina de trabalho e sua dignidade, que não foi exposta mas foi ferida. É uma ferida que custará a sarar, mas que pode ser amenizada a partir do momento em que estiver tudo concluído e os verdadeiros culpados forem responsabilizados, em virtude disso é necessário a agilidade. Fiz questão de ressaltar a importância de cobrar do jurídico desta casa um posicionamento mais claro, pois fizemos tudo de acordo com as instruções que nos foi passada pelo corpo jurídico e duas semanas depois tivemos a mesma CPI arquivada em razão do próprio corpo jurídico detectar irregularidade no processo montado. Se houve erros saibam que NÃO FOI POR FALTA DE PEDIR INFORMAÇÕES. Todos os requisitos que foram solicitados naquele momento pelo departamento Jurídico da Câmara nós cumprimos. É lastimável o que está acontecendo, “Confiar em palavra não adianta mais”.

Publicado por Eliana Trautwein em Terça-feira, 10 de abril de 2018