Vacina da Dengue pode aumentar risco de contrair a doença de forma mais agressiva.

30/11/2017

Conforme a fabricante, a vacina se mostrou eficaz para as pessoas que já tiveram exposição prévia ao vírus, mas os riscos aos soronegativos (aqueles que nunca contraíram a doença) ainda precisam ser avaliados.

Por isso, a Anvisa emitiu um comunicado recomendando a não aplicação da Dengvaxia até que novos estudos sejam apresentados. A Anvisa esclarece que a vacina, por si só, não favorece o aparecimento espontâneo da doença e nem desencadeia um quadro grave da doença. Para que isso aconteça, é necessário que a pessoa imunizada tenha contato com o vírus depois de ser vacinada. "As pessoas podem ser infectadas pela dengue até quatro vezes durante a vida", explica Sheila Homsani, diretora médica da Sano Pasteur Brasil. "Algumas infecções resultam em doença sintomática, mas a maioria dos casos são silenciosos e assintomáticos, o que signica que a prevalência da dengue é subreportada. A forma severa da doença após a infecção por dengue é rara, mas pode ocorrer depois de qualquer picada de um mosquito que carregue o vírus. Entretanto, a dengue é uma doença complexa e as pessoas têm maior probabilidade de contrair a forma grave após uma infecção secundária de um subtipo diferente do vírus", explica.

Testada Conforme a Sano-Pasteur, a Dengvaxia recebeu o registro da Anvisa em dezembro de 2015, após ser estudada em mais de 40 mil pessoas em todo o mundo e é a única aprovada no Brasil.

No Paraná, embora a vacina não seja oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações e só fosse vendida na rede particular, o Estado do Paraná adquiriu, por conta própria, cerca de 700 mil doses para as áreas de risco, incluindo a região de Maringá.

Fonte: odiario.com