Maringá "ganha" primeira loja de acessórios para consumo de maconha.

16/12/2017

A "novidade" maringaense fica na Rua Marquês de Abrantes, em frente ao Corpo de Bombeiros, na Zona 7, em Maringá. O nome "Coronel Cannabis" é sugestivo e chama muito a atenção de quem passa.

Você deve estar pensando agora: será que eles vendem maconha? E a resposta é óbvia: não, não vendem. O espaço tem alvará da prefeitura para funcionar e é uma headshop, ou seja, uma loja especializada em acessórios legais, relacionados ao consumo de cannabis. A ideia nasceu no exterior e vem se espalhando pelo Brasil. Em Maringá, a loja será inaugurada no domingo (17), às 16h20.

"Trabalhamos com produtos relacionados ao consumo da maconha e nosso objetivo é trazer qualidade e informação, especialmente para aqueles que fazem uso da planta de forma medicinal, para tratar doenças", diz Fernando Zanni, de 28 anos, que comanda a loja junto com Kennedy Bacarin, de 21 anos, e Gabriel Borsatto, 23.

O objetivo é que você entre e se sinta inserido na cultura da cannabis. Em março, a planta foi reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como detentora de potenciais terapêuticos e o órgão pretende legalizar seu cultivo medicinal no ano que vem.

A loja venderá bongs (recipientes de vidro usados para purificar a fumaça), sedas saborizadas (material para enrolar a erva), dichavadores (utilizados para triturar o fumo), blunts (embalagem feita de tabaco para enrolar a planta), cinzeiros, slicks de silicone (local para armazenar a erva), piteiras e em breve também roupas, livros, revistas, fertilizantes e artigos para cultivo e manuseio da planta.

Futuramente, a intenção é abrir outra loja, esta focada no cultivo da cannabis. "Queremos ser uma assessoria para tirar dúvidas sobre o cultivo e consumo e também aprender com os visitantes. A loja nem abriu e tem gente vindo diariamente fazer questionamentos. Hoje (14/12) veio um homem que queria saber como ter acesso legal à planta para o sogro dele que tem câncer poder consumir. A gente conhece médicos, advogados e podemos ajudar", diz Bacarin.

Coronel era o nome do pinscher de Zanni, que fugiu e não foi mais localizado. Em homenagem ao cachorrinho, ele chamou a loja de "Coronel Cannabis". Zanni conta que por 13 anos conviveu no mundo do tráfico de drogas, inclusive como consumidor. "Já dei muito trabalho para a minha mãe", lembra.

Hoje, os planos dele são bem diferentes. A intenção é fundar o primeiro clube de cannabis de Maringá. "Buscamos de forma lícita mostrar para a população que podemos ajudar. Só que isso é um processo muito difícil. Primeiro que esse clube não é aberto, é um projeto desenvolvido às escuras da massa populacional, para poder beneficiar as principais famílias com problemas, como epilepsia e Alzheimer", explica Zanni, acrescentando que o processo de abertura do clube é longo, pois depende de autorização da Justiça.

Somente maiores de 18 anos podem comprar na loja.

Fonte: menujornalismoecozinha.com