Maringá completa seis meses sem multas de radares fixos por falta de contrato.

22/07/2017

Há seis meses, nenhum motorista que dirige por Maringá, recebe multas por excesso de velocidade feitas por radares fixos. Desde janeiro de 2017, todos os equipamentos estão desligados porque o contrato com a empresa prestadora do serviço venceu em 2016 e não foi renovado pela prefeitura.

Em julho do ano passado, parte dos aparelhos começou a deixar de funcionar. Os relatórios de multas do município apontam que desde então houve redução drástica nos números.

Se no primeiro semestre de 2016 foram aplicadas 56.667 multas por radares fixos, no segundo houve registro de apenas 3.291 infrações flagradas pelos equipamentos.

"Tecnicamente, as multas do segundo semestre não poderiam ter ocorrido porque o contrato foi encerrado em julho. Vamos ter que averiguar", explica o secretário de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur. Ou seja, se isso se confirmar, há um ano os radares fixos não funcionam na cidade.

Nos relatórios, não há especificação das multas por excesso de velocidade feitas por radares móveis, que são computadas juntamente com as infrações flagradas por agentes de trânsito. Essas, não tiveram grande variação.

Segundo o secretário, os radares fixos desligados estão permitindo que motoristas imprudentes continuem dirigindo, o que pode resultar em mais violência no trânsito. No primeiro semestre deste ano, o Corpo de Bombeiros realizou 1.957 atendimentos em acidentes na cidade.

A licitação para contratação da nova prestadora do serviço, no valor máximo de R$ 4,6 milhões, está na reta final. Na quinta-feira (27/07) ocorrerá a abertura dos envelopes. Após isso, a vencedora terá 90 dias para instalar os 40 equipamentos previstos em edital.

Os avanços de semáforos resultaram na maior parte das multas no semestre, com 21.407 registros.

Fonte: g1.globo.com/pr/norte-noroeste