Câmara acata abertura de CP contra Walter Volpato.

31/10/2017

A Câmara de Vereadores de Sarandi acatou o pedido de CP - Comissão Processante, protocolado por Admir Machado, o qual tem como base o contrato de locação do imóvel de propriedade do Prefeito Walter Volpato, onde atualmente está instalada a Secretaria de Meio Ambiente.
O contrato teria sido renovado em Dezembro de 2016, onde o Prefeito já estava diplomado para o cargo.


Com 5 votos favoráveis (Eliana Trautwein, Erasmo, Mineirinho, Cilas Moraes e Cido Polícia) a investigação por parte da Câmara foi aberta em um processo que levará 90 dias para ter um parecer final e a votação de que o Prefeito será ou não cassado.


Dentre esses 90 dias tanto a Comissão como o próprio denunciado poderão solicitar testemunhas para serem ouvidas no processo, para que o veredito final seja de extrema concordância e veracidade por parte dos vereadores.


Para acolhimento de provas a Comissão Processante ficou definida tendo Cilas Moraes como Presidente, Mineirinho como Relator e Eliana Trautwein como membro.


Um dos fatores que chamaram a atenção foi novamente o fato de alguns CCs (Cargos Comissionados) do governo, e parentes, carregarem cartazes com o dizeres de "Diga Não ao Golpe", frase adotada pelo governo PT em defesa de Dilma Rousseff. Aparentemente, para eles, toda denúncia contra o gestor se trata de perseguição politica e não um ato investigativo.


Em resposta, os Vereadores favoráveis a investigação justificaram fazer o dever o qual foram eleitos a desempenhar e que a simples abertura de CP de forma alguma consolida a cassação.


"Nós fomos eleitos pelo Povo de Sarandi para desempenhar nosso papel, o qual tem como uma de suas maiores obrigações o dever de fiscalização. Caso todos os indícios comprovem que o Prefeito não feriu os princípios da lei, eu certamente votarei contra sua cassação de maneira convicta. O que eu não poderia era deixar de desempenhar minha função." Vereadora Eliana Trautwein.


O Vereador e líder do governo Eunildo Zanchin, disse haver erros na criação da comissão, o qual deveria ter sido escolhida por sorteio entre os vereadores desimpedidos e não pelas maiores bancadas como foi feito e com isso irá a justiça pedir anulação do Ato.